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Desenvolve Vasco repudia fato ocorrido na reunião do Conselho Deliberativo

01/11/2019 às 11h01 - POLÍTICA

A Desenvolve Vasco repudia veementemente os fatos ocorridos na reunião do Conselho Deliberativo de ontem.

1. Nossos Conselheiros compareceram à reunião para aprovar as contas do ano de 2018 após um longo debate público e transparente.

2. O discurso da oposição se prendia unicamente na existência de ressalvas da auditoria que, em nossa avaliação, não justificariam a reprovação. Ainda mais porque são pontos de atenção que já estão sendo tratados no corrente exercício.

3. Iniciada a reunião com clima tenso e oposição pressionada pelo quórum favorável à aprovação, começa a operação tartaruga na condução dos trabalhos.

4. Longo debate para definir ordem de apresentação, abertura da cessão com bastante atraso, alargada introdução à reunião que, com o suposto discurso de calma e tranquilidade, permitiu falas cujo tempo foi em muito superior ao estipulado de 10 minutos por orador. 

5. Mesmo com tal cenário, surpreendeu a todos a calma do plenário com aplausos, inclusive, a adversários que fizeram uso das falas. De lado a lado.

6. Entretanto, a vagarosidade na condução e a falta de medidas em relação ao alongamento das falas foram cansando o plenário. Ao ser questionado, o Presidente do CD saiu com a primeira surpresa da noite, dizendo que “quem estiver cansado pode ir embora”.

7. Seria um caso de "sincericídio", a revelar suas intenções?! Obviamente, não é essa a conduta que se espera de um presidente de Poder do Clube.

8. O discurso do Conselheiro Otto Carvalho subiu o tom, desnecessariamente, em críticas a adversários e isso acarretou uma “militarização” das partes.

9. No direito de resposta, novamente, agora por parte do Conselheiro Rafael Landa, também houve um tom pouco amistoso em relação ao Conselheiro Otto.

10. O Conselheiro Jaime, que seria aparteante, iniciaria seu direito de resposta quando houve por parte da 1a VP Sonia Andrade um pedido de questão de ordem para que o plenário fosse consultado se estaria satisfeito com as explicações após a manifestação de 4 oradores.

11. O Presidente do CD indeferiu a questão de ordem alegando que não se estava ainda na fase de debate, quando, então, se aplicaria esse dispositivo. Tratava-se ali da apresentação das contas e da recomendação em contrário.

12. Frente à negativa e insatisfação quanto ao “invencionamos”, a VP Sônia reiterou a questão, pedindo que o plenário fosse consultado.

A essa altura, lamentavelmente, o clima no colegiado já estava bastante alterado, longe das condições de calma e serenidade encontradas nas primeiras falas.

14. O clima só fez piorar quando o Presidente do CD solicitou que o som do microfone da VP fosse cortado. Não satisfeitos, seus correligionários se dirigiram à mesa de som para “garantir” o cumprimento da ordem, como se isso fosse necessário.

15. Pronto! Estava dado o sinal para que o desconforto notado no plenário se transformasse em dedos em riste, discussões, ofensas e ameaças.

16. Os mais envergonhados e constrangidos acataram a "sugestão" do Presidente do CD e se retiraram do plenário. Ponto para ele.

17. Naquele momento, o Presidente do CD já havia dito aos berros ao microfone que a reunião estava cancelada. Ao ser lembrado sobre o rito previsto no Regimento Interno (aquele que ele jura conhecer), que prevê a suspensão da cessão para que o plenário retorne à normalidade.

18. Ele corrigiu em voz alta, sem a ajuda da sonorização, que daria 10 minutos de intervalo. O problema é que ninguém ouvia mais nada a não ser as discussões e o tumulto generalizado.

19. Passado o tempo determinado, o Presidente do CD, com indicação ou não do Presidente da DA (que não testemunhamos), ordenou o cancelamento da reunião.

20. Parece que a estratégia de furar a bola foi vitoriosa. E quem perdeu? O Vasco!

Fonte: Grupo Desenvolve Vasco