Edmundo revoltado com Eurico: Fiquei 16 meses no Vasco, 12 sem receber

29/09/2006 às 13h26 - FUTEBOL

O atacante do Palmeiras Edmundo está na dúvida sobre o que irá fazer quando deixar de jogar futebol. Ele tem claro que não irá trabalhar com jornalismo, mas fica na dúvida quando o assunto é ser treinador.

- Com jornalismo eu não vou trabalhar. Treinador eu não queria. Mas nesses longos anos de futebol trabalhei com treinadores excepcionais. O melhor até hoje foi o Luxemburgo (técnico do Santos, com quem ele briga na Justiça) e o que eu mais gosto e tenho gratidão é o Lopes (atualmente no Fluminense). Este ano tive o imenso prazer de trabalhar com o Leão (hoje no Corinthians) e o Tite. Mas também trabalhei com uns bem fraquinhos e eu acho que posso fazer melhor que eles, que eu podia ser um treinador. Não sei dimensionar isso - afirmou o jogador à TV Record.

Além dos planos para o futuro, Edmundo relembrou algumas decisões que tomou no passado. Ele garante que, apesar de não ter feito sucesso na Europa conseguiu juntar dinheiro para não passar necessidade quando resolver não jogar mais futebol.

- Minha vida foi sempre muito forte, muito intensa. Eu jogava no Palmeiras e vinha proposta de vários times, como Real Madrid e Barcelona (ambos da Espanha). Mas a Parmalat (na época co-gestora do futebol do Palmeiras) não vendia. Quando me rebelei, porque meus companheiros todos recebiam 15% e ganhavam salários altos, eu quis quis sair. Na Europa foi uma situação inusitada. Quando estava indo bem e podia fazer um ótimo pé-de-meia, o presidente do Vasco (Eurico Miranda) fez uma proposta melhor que a deles para eu voltar. Fiquei 16 meses no Vasco, 12 sem receber. Está na Justiça, não sei quando vou receber. Mas consegui fazer um pé-de-meia, guardei uma grana boa. Dentro da vida que eu levo, é muito boa, tem tudo que eu quero, que eu preciso. Vou viver bem.

Edmundo reconheceu que seu marketing pessoal não é muito bom. Apesar das reclamações que ele faz durante os jogos, ele garante ser uma pessoa de bem.

- Tenho pessoas que trabalham comigo, pessoas da minha família e todos me cobram isso. Ajudo muita gente, faço um monte de coisa, mas não mostro na TV para ganhar fã ou agradar à imprensa. Faço as coisas de coração - disse o atacante revelando quem lhe ensinou a não ligar muito para o marketing pessoal.

- Nunca fui bom nessas coisas de marketing. Muitas empresas já me procuraram. Aprendi uma coisa com Baixinho, o Romário. Estive com ele esses dias no Rio de Janeiro e falei para ele: \"Pô, tu me ensinou tudo errado, falou que era a TV que tinha que ter imagem boa\". Mas estou pensando em cativar as pessoas que gostam de mim. Essas coisas que têm aí na internet não são minhas, elas foram criadas por terceiros. Meu site está em construção há dez anos.

Fonte: Lancenet!